Dia 30 | Domingo

Meditação diária

Domingo XXII do Tempo Comum – Ano A

São Mateus apresenta-nos hoje uma grande explicitação de quem Jesus é: «começou a explicar aos seus discípulos que tinha de… sofrer muito…; que tinha de ser morto e ressuscitar ao terceiro dia». Não é uma novidade fácil de integrar. Sobretudo depois de se ter visto Jesus a multiplicar os pães (14, 13-21) e a acalmar a intempérie (14, 22-33). Assim, Pedro «começou a contestá-lo». E Jesus teve de lhe dizer: «não tens em vista as coisas de Deus, mas dos homens».

Parece estabelecer-se, aqui, um impasse. O ser humano não entende; Deus não é entendido. Será mau insistir nas “coisas dos homens”, numa intelectualidade que não sai daquilo que os homens percebem. Não se trata de o ser humano ter de perder, para Deus poder ganhar. É certo que Jesus nos esclarece: «Se alguém quiser seguir-me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me». Mas isto não significa a nossa destruição. Significa “encontrar a vida” («encontrá-la»). Precisamos é de ver como Deus vê.

No Salmo lê-se: «A minha alma tem sede de Vós, meu Deus». Por isso, temos de rezar o refrão do Aleluia: «Deus… ilumine… para sabermos a que esperança fomos chamados». É que precisamos de ter a justa perceção do que nos enche. Não importam os «insultos e zombarias» que sofro por tomar para mim a «palavra do Senhor». Interessa é o «fogo ardente» que me faz ir ao Senhor (Livro de Jeremias). É a justa perceção que refere também São Paulo: haja uma «renovação espiritual» da nossa mente, ofereçamo-nos «como sacrifício vivo, santo, agradável a Deus» (Carta aos Romanos). Quem alinha com Deus há de sentir a alegria de ser empolgado por Ele.

Jer 20, 7-9 / Slm 62 (63), 2.3-4.5-6.8-9 / Rom 12, 1-2 / Mt 16, 21-27

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