Meditação diária
Dia 23 | Domingo
Domingo XXI do Tempo Comum – Ano A
Somos criaturas de Deus. A relação com Ele é para nós “realidade umbilical”. Pode-se rejeitar essa relação, ser indiferente a ela ou simplesmente desconhecê-la. Mas isso não faz com que ela não exista. O face a face entre criatura e Criador é um dado incontornável. É o face a face entre aquele que tem a vida e aquele que permitiu que ele a tivesse. Daí a pertinência das perguntas que Jesus faz aos seus discípulos (São Mateus). São sobre a importância que Deus tem para quem foi por Ele trazido à vida.
Trata-se de duas perguntas em que há um crescer de personalização. Primeira: «quem dizem os homens que é o Filho do homem?». Segunda: «e vós, quem dizeis que
Eu sou?». Poderíamos prolongar a personalização ainda com uma terceira pergunta: «e tu, quem dizes que Eu sou?». É que dizer quem Deus é para mim significa dizer quem eu próprio sou. Cada um terá de o fazer por si. Trata-se de explicitar a própria identidade.
Pedro responde a Jesus em nome do grupo («Tu és o Messias,
o Filho de Deus vivo»), dado que Jesus dirigiu a pergunta ao grupo (a “vós”). Mas terá sentido o peso de responder também por si mesmo. Tanto que Jesus lhe fala a seguir de modo personalizado: «Eu te digo: Tu és Pedro; sobre esta pedra edificarei a minha Igreja». Cada um deve, pois, posicionar-se livremente frente a Deus. «D’Ele, por Ele e para Ele são todas as coisas» (Carta aos Romanos). Veja-se a determinação com que atribuiu a missão a Eliacim (Livro de Isaías).
Is 22, 19-23 / Slm 137 (138), 1-2a.2bc-3. 6.8bc / Rom 11, 33-36 / Mt 16, 13-20





