O Tesouro da Eucaristia
A Eucaristia é o maior tesouro da Igreja, que só vive plenamente alimentando-se dela – Deus que se oferece como comida e bebida. Diante do pão e do vinho eucarísticos, falámos…
Todos os textos falam de convergência universal em torno de um mesmo ponto. Assim, em Isaías, aflui-se a Jerusalém, que resplandece com a sua luz. Vai-se ao seu encontro, seja de perto, seja de longe. Levam-se as riquezas que se têm, a pensar noutra riqueza que está no ponto de chegada: a presença do Senhor.
A fé, dom de Deus alimentado pela oração, é luz que ilumina os caminhos da nossa peregrinação rumo a uma pátria melhor. Como sucedeu com Abraão e tantos outros que testemunharam esta entrega ao Deus escondido, tesouro em que repousa o nosso coração.
“A partir do dia quinze deste sétimo mês, durante sete dias”. (1.ª Leitura)
Os israelitas cumpriam estas regras humildemente e à risca por entenderem ser a vontade de Deus.
Em Portugal, à festa do «Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo» damos o nome de festa do «Corpo de Deus». É um título bonito e significativo: Jesus é Deus e encarnou para que experimentássemos a proximidade e a ternura divinas. Adoramos a hóstia consagrada, o Corpo do Senhor transformado em alimento da nossa vida. Adoramos o seu Sangue, derramado pela humanidade como sinal de aliança eterna e prova de amor sem fim.
Um homem corre para Jesus, ajoelha-se e pergunta: «Bom Mestre, que hei de fazer para alcançar a vida eterna?». Jesus cita os mandamentos e o homem fica feliz, pois cumpre-os na perfeição. Então Jesus, olhando-o com simpatia, aponta-lhe o caminho do Evangelho: «Falta-te uma coisa: vai vender o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no Céu. Depois, vem e segue-Me». E isto faz com o que o homem caia numa grande tristeza: «Ouvindo estas palavras, anuviou-se-lhe o semblante e retirou-se pesaroso, porque era muito rico».