Meditação diária
Dia 6 | Domingo
Domingo XXIII do Tempo Comum – Ano A
As leituras de São Mateus, hoje e no próximo Domingo, são do capítulo 18 e tratam do cuidado do relacionamento na comunidade eclesial. Hoje, trata-se da correção fraterna (vv. 15-18) e da prática da oração (vv. 19-20). No próximo Domingo, tratar-se-á do exercício do perdão (vv. 21-35). São Mateus procura, de facto, que a comunidade esteja munida de princípios de conduta para poder, designadamente, gerir conflitos e tomar decisões.
A correção fraterna é assunto delicado. Requer grande maturidade. Deve ser praticada em qualquer contexto comunitário. Importa que seja promovida, em particular, na comunidade dos cristãos. É uma responsabilidade que o Senhor nos confere: «coloquei-te como sentinela na casa de Israel». Mas não pode ser exercida seguindo o próprio capricho. Tem de ser com a indicação do Senhor: «quando ouvires a palavra da minha boca, deves avisá-los da minha parte» (Profecia de Ezequiel). É que o objetivo é sempre o bem do outro.
Na verdade, no que tem que ver com a correção fraterna pode-se pecar por ação errada: julga-se o outro sem a devida abertura, o necessário conhecimento ou a imprescindível reta intenção. Mas pode-se pecar também por omissão: é-se indiferente ao outro, não se quer saber do que se passa com ele. Deus diz: se «tu não falares ao ímpio para o afastar do seu caminho», ele «morrerá por causa da sua iniquidade»; porém, «Eu pedir-te-ei contas da sua morte» (Ezequiel).
É claro que se deve ter cuidado com o modo de fazer a correção fraterna. Quer-se unir, não romper. Quer-se bom ambiente, não tensões. São Mateus parece apelar à discrição. Diz que se deve tratar uma disputa com o outro «a sós». Se não resultar, recomenda a presença de «duas ou três testemunhas». Se mesmo assim não resultar, afirma que se deve comunicar o assunto «à Igreja». Começa-se, então, com privacidade. Sendo necessário, passa-se a um âmbito mais público.
Duas práticas devem servir de pano de fundo para a correção fraterna. Ajudam a que ela decorra em bom tom. Uma é orar juntos. O Senhor está atento a quem assim procede: «Onde estão dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles» (São Mateus). Outra prática é a caridade: «o amor de uns para com os outros». Agrada ao Senhor, porque é o cumprimento cabal da lei (Carta aos Romanos).
Ez 33, 7-9 / Slm 94 (95), 1-2.6-7.8-9 / Rom 13, 8-10 / Mt 18, 15-20





