Dia 2 | Domingo

Meditação diária

Domingo XVIII do Tempo Comum – Ano A

As leituras de São Mateus propostas para os cinco Domingos de agosto parecem constituir um itinerário coerente. Instruem sobre quem é Jesus. Domingo, dia 2: Jesus alimenta cinco mil pessoas; mostra a força divina de que está revestido (14, 13-21). Domingo, 9: Jesus caminha sobre o mar quando os discípulos enfrentam a intempérie; exorta a ter confiança n’Ele (14, 22-33). Domingo, 16: Jesus satisfaz o pedido da cananeia; responde afirmativamente a quem tem grande fé (15, 21-28). Domingo, 23: Jesus pergunta aos discípulos «quem dizeis que Eu sou?»; deseja que o tomemos mesmo pelo que Ele é (16, 13-20). Domingo, 30: Jesus anuncia a Paixão e expõe as condições para o seguir; quer que adiramos a Ele sem ilusões (16, 21-27).

Neste Domingo, o refrão do Salmo diz: «Abris, Senhor, as vossas mãos e saciais a nossa fome». Pode ser repetido por quem percebeu a multiplicação dos pães operada por Jesus (São Mateus). As intervenções de Deus “dão-nos de comer”: confortam, incentivam, preenchem. O episódio da multiplicação dos pães apresenta quatro partes. Primeiro, referem-se as circunstâncias delicadas em que as pessoas estão. Trata-se de uma multidão, o local é deserto, a hora vai avançada. Depois, Jesus permite que os discípulos se envolvam na situação: «não temos senão cinco pães e dois peixes»; «que vá às aldeias comprar alimento». A seguir, Jesus intervém sobre o “pouco” que há: toma-o, abençoa-o, parte-o e dá-o. Por fim, constata-se o resultado: «todos ficaram… saciados» e «sobraram… doze cestos».

Nós próprios somos o tal “pouco” que deve alimentar a multidão. Permitamos que Deus nos trabalhe: nos tome, abençoe, parta e dê como alimento. Confiemos: servimos de alimento para os outros e, ainda por cima, sentimo-nos preenchidos (saciados); mais: há sobra («doze cestos»)! O Livro de Isaías diz-nos que o Senhor nos faz aptos a sermos o que é esperado de nós: «vinde», «ouvi- -me», «comereis o que é bom», «vivereis». São Paulo (Carta aos Romanos) exclama mesmo: nada «poderá separar-nos do amor de Deus, que se manifestou em Cristo Jesus».

Is 55, 1-3 / Slm 144 (145), 8-9.15-16. 17-18 / Rom 8, 35.37-39 / Mt 14, 13-21

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