Descrição
Inauguramos o ano com o convite a “olhar com olhos de ver” a cultura contemporânea. No editorial, Simão Lucas Pires apresenta a nova rubrica “À Segunda Vista”, um espaço dedicado a desocultar talentos e obras que merecem um acompanhamento mais profundo do que a habitual atenção mediática. Paulo Pires do Vale abre a série com um texto sobre a artista Teresa Pavão.
Sugerimos uma conversa alargada com Pedro Adão e Silva, antigo ministro da Cultura, onde reflete sobre a sua formação e os seus hábitos culturais e identifica a desigualdade no acesso à cultura como um problema agudo em Portugal, defendendo o investimento em redes culturais e a autonomia da programação local para combater a concentração da produção em Lisboa e Porto.
Destacamos o artigo de Pedro Franco, que parte do assassinato de Charlie Kirk para questionar que tipo de debate público queremos, propondo a universidade como um lugar de “amizade cívica” e diálogo socrático contra a anomia e o isolamento digital. Na atualidade internacional, Teresa de Sousa analisa a nova Estratégia de Segurança Nacional dos EUA, alertando para uma “Europa sozinha” que precisa de usar as suas próprias cartas num mundo onde a “America First” abdica da defesa da democracia.
Por fim, exploramos as dinâmicas da fé e da educação: Alfredo Teixeira reflete sobre a socialização religiosa e a resiliência da família como espaço de continuidade simbólica.
No caderno cultural, encontrarão rubricas de Cinema, Exposições e Recensões. Destacamos a poesia de Daniel Jonas em Idade da Perda, descrita como uma síntese da sua vocação heterogénea, e a biografia crítica de Shūsaku Endō, Uma Vida de Jesus, que nos propõe a imagem de um Cristo maternal, débil e companheiro. Podem ainda ler sobre a meditação de João Constâncio acerca de Eros em Platão.
São estes apenas alguns destaques deste número.










