Oração Comunitária
1. Cântico de entrada
2. Introdução
O Papa propõe-nos que rezemos com Ele pelo bom uso das riquezas. A sua intenção exprime-se assim: “Rezemos pelo bom uso das riquezas, para que, resistindo à tentação do egoísmo, estejamos sempre ao serviço do bem comum e da solidariedade com os mais necessitados”. Esta intenção, parece cada vez ser mais urgente, como um clamor, um grito, um apelo que se torne vida e conversão nas nossas vidas. Com o Papa Leão, saibamos assumir como oração esta intenção, em união com milhões de pessoas em todo o mundo.
3. As riquezas
Parece que não se trata só do dinheiro, mas de todo o género de riquezas: bens, cultura, etc. Podemos ser ricos de muita coisa e de muitos modos. Um olhar interior para o nosso coração nos ajudará a perceber as riquezas que temos. E se olhamos ao nosso redor, se olhamos o mundo, com a grande diferença entre países, e dentro do mesmo país a diferença de bens e da sua distribuição, apercebemo-nos que há algo que não é justo, não respeita a dignidade humana, não nos deixa ser verdadeira família humana, unida, amiga. Quantas riquezas foram adquiridas à custa de outros, pela exploração, a falta de seriedade, o furto, o trabalho mal pago, a falta de justiça, etc. A riqueza não é, por si só, um mal. O modo de a adquirir é que pode ter sido mau e o modo de a gerir e partilhar é que, às vezes, é mau, é injusto, porventura criminoso.
(Silêncio orante para reflexão e exame)
4. Resistir ao egoísmo
O apelo do Papa começa pela exortação a resistir ao egoísmo. Centrados em nós, deixamo-nos seduzir pelos bens, querendo sempre mais, acumulando, tendo o supérfluo, não abrindo o coração com simplicidade e desejo de fazer o bem sempre e o melhor possível, sabendo repartir. O egoísmo leva à avareza, ao medo de perder dando e partilhando. O nosso agir espiritual sofre as consequências, pois o egoísmo traz-lhe grandes males. O desejo de acumular é uma doença que deforma o pensamento e o coração, ficamos doentes espiritualmente. Acumulamos sem necessidade. O egoísmo parece um “cancro” a minar o nosso pensar e o nosso agir.
(Silêncio orante para reflexão e exame)
5. Cântico
6. Serviço do bem comum
As riquezas, sobretudo de organizações e países, mas também as riquezas pessoais e de instituições pessoais, devem estar ao serviço do bem comum. Quem vive o sentido da fraternidade entende bem esta dimensão, deseja colocá-la em prática. O bem comum. O desejo de que os outros vivam dignamente, tenham emprego, casa, comida, meios de cultura e cuidados eficazes de saúde levará à partilha, ao desejo de fazer bem, de ajudar os outros a serem mais felizes, a viverem uma vida com mais dignidade, menos sofrimento, menos carências de coisas necessárias. Precisamos todos de ser cuidadores do bem comum, para que haja mais partilha, mais ajuda, mais desenvolvimento que ajude quem menos tem, quem vive com carências graves, na miséria, e chega mesmo a passar fome.
(Silêncio orante para reflexão e exame)
7. Cântico
8. Solidariedade com os necessitados
Os ricos cada vez mais ricos. Os países ricos a explorar os mais pobres. A ganância e o desejo de ter mais leva à violência, às armas, até às guerras. Há milhões de pessoas sem casa, sem pão, sem meios de saúde, sem escolas. Morrem todos os dias milhares de pessoas porque a solidariedade não chegou junto delas, não as ajudou, não houve partilha de bens. Neste mundo que parece ter o coração doente, a alma doente, urge educar para a solidariedade, para a partilha. Se ser rico, como pessoa ou como instituição, como país, pode não ser um mal, ou até fruto do pecado, o modo de usar a riqueza própria leva muita gente a sofrer e a morrer, por falta da solidariedade. Há milhões de necessitados, a precisar de emprego, de desenvolvimento, de ajuda solidária.
(Silêncio orante para reflexão e exame)
9. Oração comum
Senhor Jesus, Divino Bom Samaritano,
Amigo dos pobres e dos necessitados,
atento ao sofrimento dos outros,
faz este mundo mais fraterno e mais justo,
ajuda os ricos a usar bem da sua riqueza,
liberta-nos da tentação do egoísmo,
faz-nos estar mais atentos ao serviço dos outros,
ajuda-nos a crescer em verdadeira solidariedade.
Que todos saibamos contribuir,
com o que somos e temos,
para fazer os outros mais felizes, menos pobres,
a viver uma vida mais digna, mais humana.
Amém.
Proposta de Dário Pedroso, sj





