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Dia 6 | Domingo

Meditação diária

Domingo V da Quaresma – Ano C

O episódio da «mulher adúltera» é certamente dos mais conhecidos e mais comoventes do Evangelho. Olhemos a cena: a malícia dos acusadores, felizes por terem achado um modo de provocar a pessoa de Jesus, utilizando a fraqueza daquela mulher indefesa; o silêncio angustiado da mulher arrastada, julgada e condenada pelo zelo religioso hipócrita dos observantes da Lei; o comportamento soberano e compreensivo de Jesus, que condena o pecado, mas é misericordioso com a pecadora.

Frente a frente, a miséria e a misericórdia. Jesus a escrever no chão, talvez por não querer encarar a maldade desavergonhada dos escribas e fariseus, que vão ser desmascarados e passar de acusadores a acusados. Condenar e apedrejar a mulher pelo adultério? E o homem com quem foi surpreendida a cometer esse crime? O Senhor faz ver aos que se julgam mais cumpridores e santos que somente quem é inocente pode pronunciar-se sobre os comportamentos alheios. Só Deus julga com justiça, sem ser justiceiro, mas misericordioso.

Amor com amor se paga. «Perdoai-nos, como nós perdoamos!». «Nunca homem algum falou como este homem». Escutemos Jesus, pratiquemos o que disse, façamos o que Ele fez e como fez! A observância quaresmal consiste em progredir no amor fraterno perdoando, não julgando nem condenando, fazendo o bem, sendo tolerante, optando por ver no próximo não o negativo, mas o lado bom.

Is 43, 16-21 / Slm 125 (126), 1-2ab. 2cd-3.4-5.6 / Filip 3, 8-14 / Jo 8, 1-11

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