Meditação diária
Dia 4 | Domingo
Domingo XXVII do Tempo Comum – Ano A / 1.º Dia da Semana da Educação Cristã
Vimos da presença de Deus; à presença de Deus voltaremos. De Deus recebemos um mandato: «um proprietário que plantou uma vinha… arrendou-a a uns vinhateiros». A Deus prestaremos contas desse mandato: «quando vier o dono da vinha…» (São Mateus). De facto, há para nós um momento inicial e um momento final. Um e outro dão o enquadramento à nossa existência. Responsabilizam-nos por aquilo que terá de aparecer entre ambos: «Eu vos escolhi… para que vades e deis fruto» (refrão do Aleluia).
Efetivamente, estamos perante a “parábola dos vinhateiros homicidas”. Fala-se do reino de Deus (a vinha) posto ao cuidado do povo de Israel (os vinhateiros). Por trás da parábola está o “cântico da vinha” (Livro de Isaías), em que se descreve o drama religioso de Israel: o povo, amado por Deus, responde com ingratidão. Deus (o dono da vinha) «esperava retidão e só há sangue derramado». Chega o momento de o dono receber os frutos e maltratam-lhe os servos; até lhe matam o próprio filho. A «pedra» que deve ser tida como «angular» é rejeitada (São Mateus). Uma decisão se impõe: o reino de Deus será tirado a quem não cumpre como é devido e «dado a um povo que produza os seus frutos».
Saliente-se a confiança que o dono da vinha põe nos vinhateiros; portanto, a confiança que Deus põe em nós. Lavrou, limpou, plantou. Era a sua vinha. «Arrendou-a a uns vinhateiros e partiu para longe». A vinha fica totalmente entregue a outros. O dono não está lá para vigiar. Não se preocupa com controlar.
Aqueles a quem a vinha é confiada são senhores da sua liberdade. Apenas têm de produzir os frutos; para isso existe uma vinha. Dá que pensar, no comportamento do dono, o carinho com que prepara a vinha e, logo depois, o desprendimento com que a põe nas mãos dos vinhateiros. O dono espera que as coisas corram bem, quando é perfeitamente possível que corram mal.
Nesta forma aberta como Deus encara o exercício da nossa liberdade, está o risco que Ele corre connosco. Máxima responsabilização nossa! Grandeza da forma como Deus nos trata! Aproveitemos a oportunidade que Deus dá de termos uma vida fecunda. Seremos mais do que o que seríamos vivendo
só por nossa conta. São Paulo (Carta aos Filipenses) dá-nos duas achegas para a administração da vinha. Uma é o centrar-se no Senhor a quem se deve servir: «a paz de Deus, que está acima de toda a inteligência, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus». Outra é o que se poderá chamar bom senso: «quanto ao resto, …tudo o que é verdadeiro e nobre… virtude e digno de louvor é o que deveis ter no pensamento».
Is 5, 1-7 / Slm 79 (80), 9.12.13-14. 15-16.19-20 / Filip 4, 6-9 / Mt 21, 33-43





