Dia 18 | Domingo

Meditação diária

Domingo II do Tempo Comum – Ano A / 1.º Dia da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos

Há em São João um “eis” que se refere a Jesus. João Batista diz: «eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo». Já no Domingo passado havia um “este é” também referente a Jesus. Dizia a voz que vinha do céu: «este é o meu Filho muito amado». De facto, no Domingo passado, tínhamos Deus a declarar a investidura divina de Jesus diretamente por si. Agora, é altura de serem outros a reconhecer e declarar a autoridade divina de Jesus. Quer dizer que há agora um ato humano que vem na sequência do ato divino de há uma semana. Veja-se João Batista falando de Jesus: «eu vi o Espírito Santo descer do Céu (…) e permanecer sobre Ele»; «eu vi e dou testemunho de que Ele é o Filho de Deus».

Este atributo reconhecido em Jesus aparece já anunciado em Isaías, tal como apareceu no Domingo passado: «tu és o meu servo (…) por quem manifestarei a minha glória»; «vou fazer de ti a luz das nações, para que a minha salvação chegue até aos confins da terra». É o atributo que parece estar pressuposto na maneira como São Paulo se dirige aos cristãos de Corinto: «aos que foram santificados em Cristo Jesus, chamados à santidade, com todos os que invocam, em qualquer lugar, o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso» (1.ª Carta aos Coríntios).

Parece que nesta fase de começo do Tempo Comum se quer deixar clara a base do que virá depois. Ao longo deste Tempo, terá de se aprender muito de Jesus. Então, deve-se começar por acentuar a sua autoridade. É autoridade conferida por Deus. É autoridade divina, já que Ele mesmo é Deus.

Is 49, 3.5-6 / Slm 39 (40), 2.4ab.7-8a.8b-9. 10-11ab / 1 Cor 1, 1-3 / Jo 1, 29-34

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