Dia 26 | Domingo
Domingo IV da Páscoa – Ano A / Domingo do Bom Pastor / Último Dia da Semana de Oração pelas Vocações
No Evangelho de São João, Jesus conta a parábola do bom pastor. Sabe muito bem o que está a dizer e para quem está a falar. Refere a relação personalizada entre o pastor e as ovelhas. Da parte do pastor: «Ele chama cada uma delas pelo seu nome». Da parte das ovelhas: elas «seguem-no, porque conhecem a sua voz». De facto, Jesus tem na cabeça uma cena do quotidiano da sua gente. No início do dia, o pastor leva as ovelhas para um local de pastagem. Passa o dia todo com elas. Não possui meios de distração tecnológicos (telemóvel). Tem tempo de sobra para observar cada ovelha e perceber-lhe os tiques. O mesmo se pode dizer de cada ovelha em relação ao pastor.
Jesus é, na verdade, o bom pastor. É o nosso pastor. Cuida de nós. Diz Ele de nós: «Conheço as minhas ovelhas e elas conhecem- -me» (Aleluia). Também nós podemos dizer d’Ele: «O Senhor é meu pastor: nada me faltará» (Salmo). É esta proximidade – melhor, intimidade – que fortalece a comunidade cristã. Veja-se como a pregação de Pedro produziu frutos (Atos dos Apóstolos): «juntaram- -se aos discípulos cerca de três mil pessoas». Pedro pôde dizer na sua 1.ª Carta: «Vós éreis como ovelhas desgarradas, mas agora voltastes para o pastor e guarda das vossas almas».
At 2, 14a.36-41 / Slm 22 (23), 1-3a. 3b-4.5.6 / 1 Pe 2, 20b-25 / Jo 10, 1-10




