Dia 2 | Quinta-Feira
Quinta-Feira Santa – Missa Vespertina da Ceia do Senhor – Ano A
O lava-pés, que Jesus efetuou na Última Ceia (São João), tem o ar de mensagem final dirigida aos discípulos: «sabendo que chegara a sua hora de passar deste mundo para o Pai… começou a lavar os pés aos discípulos». De facto, o lava-pés visa uma clarificação que não deixe dúvidas: «Dei-vos o exemplo, para que, assim como Eu fiz, vós façais também». E aparece como exercício de autoridade: «Vós chamais-me Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque o sou».
Está-se na iminência da Páscoa: “passar de… para…”. Vai-se experimentar uma travessia em que a força de Deus é o que verdadeiramente conta. Exige-se prontidão. Foi assim
já ao inaugurar a Páscoa do Antigo Testamento: «Comereis [a refeição do cordeiro] a toda a pressa» (Êxodo). É também assim na Páscoa do Novo Testamento. Diz Jesus a Pedro: «O que estou a fazer… compreendê-lo-ás mais tarde».
Trata-se dum momento que deve permanecer na consciência coletiva. A saída do Egito: «Esse dia… Festejá-lo-eis de geração em geração» (Êxodo). A Última Ceia: «Fazei isto em memória de mim» (1.ª Coríntios). Trata-se de um ritual que deve ser inspirador da vida
concreta. É que a vida toda acaba por ser uma “travessia”: travessia feita por nós, mas contando com o braço de Deus.
Ex 12, 1-8.11-14 / Slm 115 (116), 12-13. 15-16bc.17-18 / 1 Cor 11, 23-26 / Jo 13, 1-15




