Meditação Diária

Dia 5 | Domingo

Domingo de Páscoa da Ressurreição do Senhor – Ano A

São João descreve a realidade imediata que a ressurreição de Jesus põe à nossa frente: o sepulcro vazio. O corpo de Jesus não está lá. Agora cada um reagirá a isto. Maria Madalena deparou-se com a pedra retirada e correu a chamar outros. Pedro entrou no sepulcro e pôs-se a olhar para as ligaduras e o sudário. O outro discípulo (o próprio João) correu à frente e debruçou-se à porta; finalmente, entrou; repentinamente, «viu e acreditou». O ponto de partida de todos é o mesmo: «ainda não tinham entendido». O ponto de chegada também poderá ser o mesmo: hão de entender. Mas o trajeto dum ponto ao outro será consoante cada um. Foi assim com os que tinham convivido com Jesus; é assim também connosco.

De facto, dá gosto escutar como se chega a perceber a presença de Jesus por entre momentos de ausência sentida. É fascinante ver as maneiras pessoais de compreender que Jesus «ressuscitou dos mortos»: um compreender que vem por dentro do que a vida é. Uma garantia nos é dada à partida, conforme o sermão de Pedro: «Eles mataram-no, suspendendo-o na cruz». Mas «Deus ressuscitou-o ao terceiro dia» (Atos dos Apóstolos). Agora precisamos da atitude que nos permite entender o que aqui está dito. São Paulo ensina-a: morrermos para nós mesmos, a fim de ressuscitarmos com Cristo. Ficaremos enriquecidos; teremos uma visão maior da vida. Acederemos ao quanto dela está «escondida com Cristo em Deus» (Colossenses).

At 10, 34a.37-43 / Slm 117 (118), 1-2.16ab-17.22-23 / Col 3, 1-4 ou 1 Cor 5, 6b-8 / Jo 20, 1-9 ou (à tarde) Lc 24, 13-35

Seleccione um ponto de entrega