O Santo Padre desafia os cristãos a viver a Quaresma de forma sinodal, a abandonar o individualismo e unir esforços para seguir o caminho da fé com solidariedade e amor.
Na Mensagem para a Quaresma de 2025, o Papa recorda que a nossa jornada espiritual deve ser partilhada quer em Igreja, em família ou em sociedade. Façamos esta viagem juntos. Caminhar juntos, ser sinodal, é esta a vocação da Igreja. Os cristãos são chamados a percorrer o caminho em conjunto, jamais como viajantes solitários. O Espírito Santo impele-nos a sair de nós mesmos para ir ao encontro de Deus e dos nossos irmãos, e nunca a fechar-nos em nós mesmos. Caminhar juntos significa ser tecelões de unidade, partindo da nossa dignidade comum de filhos de Deus (cf. Gl 3, 26-28); significa caminhar lado a lado, sem pisar ou subjugar o outro, sem alimentar invejas ou hipocrisias, sem deixar que ninguém fique para trás ou se sinta excluído. Sigamos na mesma direção, rumo a uma única meta, ouvindo-nos uns aos outros com amor e paciência.”
Para o Papa Francisco, caminhar juntos não se resume a estar fisicamente próximos, mas implica ouvir, acolher e respeitar cada pessoa, promovendo a unidade e a justiça na comunidade. O Santo Padre pede-nos para refletir sobre as nossas atitudes no dia-a-dia. Propõe que verifiquemos se, nas nossas famílias, nos locais de trabalho ou nas comunidades, somos capazes de ouvir o outro e ajudar quem precisa. É uma chamada de atenção para deixar de viver apenas para nós e abraçar um caminho comum, onde todos se sintam incluídos.
O Papa também lembra que cada passo na caminhada exige coragem para reconhecer as nossas fraquezas e transformar a nossa realidade com gestos simples, mas significativos. Este compromisso diário é o primeiro passo para construir pontes que aproximem os que estão mais distantes, tornando a fé num movimento que renova a esperança e fortalece a vida em comunidade.
Assim, a Mensagem Caminhemos juntos na esperança recorda-nos que, através da sinodalidade, podemos construir uma Igreja e uma sociedade em que ninguém seja deixado para trás. Francisco quer que esta é uma Quaresma de renovação, onde a fé e o compromisso com o Reino de Deus nos incentivam a ser melhores uns para os outros.